sábado, 12 de março de 2011

A tua rua é a minha rua
Mas o chão que pisas
ainda não é o meu
É longe, a sombra que te abriga
É perto o sonho meu
Os caminhos, as calçadas
Os portões ou as entradas 
Me proibem de entrar
É o cheiro que conduz
A vontade de abraçar
És o beco, a viela
A parede sem janela
É assim que te persigo
No passeio, no perigo.

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